Foi há 29 anos

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Estimad@s Amig@s,

Na sexta-feira, dia 9 de fevereiro, completar-se-ão 29 anos desde a chegada de dois tubarões-touro (Carcharias taurus) ao Zoo de Lisboa, momento que poderão recordar neste vídeo.

Nesta altura eu ainda não aparecia em frente às câmaras, porque tinha terminado a minha licenciatura em Biologia Marinha precisamente um mês antes (9 de janeiro de 1995) e ninguém estava interessado no que eu tinha para dizer… Mas, se olharem com atenção, vão reconhecer um personagem “fluorescente” a deambular pelo cenário desta noite memorável.

Dica: tinha menos barriga e mais cabelo.

Poucos dias depois estava dentro de água a dar uma injecção ao tubarão macho, após o Mark Smith (que aparece no vídeo) me dar as devidas instruções… pelo telefone!

As pessoas perguntam-me muitas vezes “Não tiveste medo??” Ah, pois claro que tive e não foi pouco! Mas o bem-estar do pobre tubarão (que estava com uma infecção tremenda no abdómen) falou mais alto e, como diz o povo, “O que tem de ser tem muita força.”

Estar ao lado de um bicharoco de dois metros enquanto lhe espetava uma agulha no lombo não foi propriamente uma experiência de que me vá esquecer tão cedo… ainda por cima o desgraçado disparou a 300-à-hora quando lhe espetei a malvada agulha, mas com a seringa ainda espetada nas costas!… enquanto o director comercial, chefe dos serviços veterinários, o meu pai (que tirou esta foto) e outras pessoas observavam o espectáculo!…

Perguntaram-me “Está tudo bem, João?” e eu respondi, dentro do aquário, “Sim, sim… O Mark disse-me ao telefone que é assim que isto se faz… Primeiro espeta-se a agulha e deixamo-lo fugir… Para ele se cansar um bocadinho… Chama-se “Fase Um”. Daqui a bocado já dou o resto da injecção, na “Fase Dois”, quando ele estiver cansadinho…”

E assim foi. Uns minutos depois tive a ideia brilhante de agarrar a barbatana dorsal do bicho com a mão esquerda e terminar a injecção com a direita, enquanto era arrastado pelo bicho furioso e novamente desagradado por ter um biólogo marinho (encartado há um mês) pendurado…

Ficam então a saber como se dá injecções em tubarões, tendo esta sido a primeira de muitas e muitas que se seguiram ao longo destes 29 anos gloriosos.

Está tudo contado, com enorme (e ocasionalmente embaraçoso) detalhe no primeiro volume da trilogia “Sex, Sharks e Rock & Roll” (em inglês e com fotos) e no “Tubarões Voadores” (em português e sem fotos) também.

Já sabem onde podem adquirir uma cópia – com um belo autógrafo – e quem devem melgar para ir aí contar-vos umas histórias de superação de obstáculos como esta e tantas outras.

Abrações!

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