Astérix na Lusitânia

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Sou um fervoroso fã de Astérix desde que aprendi a ler e tenho os volumes todos, aguardando sempre pelo mais recente com enorme antecipação.

Pois claro que, assim que regressei de uma viagem de trabalho (intenso) na Arábia Saudita, aproveitei uma ida ao Colombo para comprarmos o mais recente ‘Astérix na Lusitânia’, até porque, agora, leio-os na companha do meu Nikola, que já interiorizou por completo o espírito destas divertidíssimas histórias, embora entenda que as sovas aos romanos ocupantes não devem sair das páginas.

Na Bertrand do Colombo, horror (!), disseram-nos que os primeiros 150.000 exmplares esgotaram em poucos dias e aguardavam pela chegada da terceira edição. Oh, não!

Felizmente, a Bertrand do Campo Pequeno salvou o dia e já nos deliciámos com as múltiplas referências a “Oh pá” no início de todas as frases, bacalhau, azulejos, pastéis de nata, fado e nomes maravilhosos, como o do industrial ‘Donodistotudus’ e outras traduções brilhantíssimas da LeYa, gerida pelo meu amigo David Lopes, que teve a amabilidade de me convidar para escrever uma pequena obra sobre a literatura focada no mar, por ocasião dos 40 anos da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, mas falaremos sobre esse tópico mais tarde.

No que diz respeito ao Astérix, o cuidado com que os autores e tradutores adaptaram a obra às idiossincrasias lusitanas fez-me pensar que, nas minhas palestras motivacionais, esse mesmo cuidado é um aspecto fundamental do sucesso das mesmas.

Apesar de o ‘tronco comum’ seguir a história deste vosso humilde biólogo marinho cartaxense que se apaixonou por tubarões no meio do Ribatejo, nos idos dos anos oitentas, é fundamental que cada cliente beneficie de um lote de histórias, ideias, pensamentos e estratégias que vão ao encontro das suas necessidades e ‘dores’.

É por esse motivo que cada palestra é precedida por uma reunião que, frequentemente, dura mais que a própria palestra, já para não falar da preparação da mesma, que é cirúrgica e apontada às especificidades de cada audiência.

Espero poder contar com os vossos convites nesta quadra natalícia, ou no glorioso 2026 que se avizinha rapidamente!

Abração!

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