A importância da Água

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Este post está atrasadíssimo, porque diz respeito a algo que observei nas nossas viagens Flying Sharks à Arábia Saudita, em Fevereiro, e ao Quénia, em Abril.

Quer num local, quer noutro, ofereciam-nos água sempre que entrávamos numa loja, restaurante ou hotel.

Estas ofertas eram tão abundantes que comecei a andar sempre com uma garrafa de água, não fosse o diabo tecê-las, como se os locais soubessem algo que eu não sabia.

Admito que devia ter levado uma garrafa reutilizável e atestá-la sempre que tivesse oportunidade, mas convenhamos que não havia muitas fontes de água disponível e a cultura dos dois locais ainda está muito assente nas terríveis garrafas de plástico.

Por outro lado, tentei minimizar esse consumo de plástico recusando algumas das muitas garrafas que nos eram oferecidas a toda a hora, fenómeno que era sempre recebido com estranheza ou, até, estupefacção: “Como, não quer levar a água??” diziam-me, como se estivesse a cometer o pecado mais cardinal de todos.

E, se calhar, estava, porque a Arábia Saudita é um imenso deserto e o Quénia só tem água canalizada nas grandes cidades. Nos vilarejos pequenos, é preciso ir buscá-la com baldes e alguidares.

Isso fez-me pensar que, no nosso glorioso mundo ocidental, somos tão mimados que nem damos por falta da importância capital que a água tem nas nossas vidas.

Para nós é tão fácil como abrir a torneira e meter os lábios lá de baixo, parar num café e pedir um copo de água, ou parar numa mercearia, área de serviço, supermercado e comprar uma garrafa de água por meros cêntimos.

No nosso mundo, a embalagem, rótulo, embalamento e distribuição são a maior percentagem do custo destas garrafas, enquanto a água propriamente dita é praticamente gratuita.

Devíamos valorizar mais este recurso, sem o qual não há vida.

Nos países onde é rara, as pessoas valorizam-no e não é pouco.

Oferecer água é um sinal de respeito, de empatia, de solidariedade.

Recusá-la é considerado desrespeitoso e “tonto”. Só mesmo ocidentais mimados e habituados a terem tudo com um estalar de dedos é que o fazem.

Vamos lá ver se, um dia, não seremos forçados a aprender a respeitar mais a água que nos é dada com tanta facilidade…

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