Feira do Livro 2026

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Desde que sou gente que estas duas semanas e meia são definitivamente as mais ansiadas do ano inteiro.

Talvez porque a temática me interessa muitíssimo ou, quiçá, o facto de apanhar quase sempre o meu aniversário (9 de Junho), o que é certo é que, partir de Fevereiro-Março entro em contagem decrescente e só falta fazer riscos na parede até à data gloriosa em que percorremos as barraquinhas do Parque Eduardo VII.

Quando era miúdo íamos de propósito do Cartaxo e, uma vez estacionados, seguíamos directos para o stand da Verbo, onde apanhava o mais recente ‘4 Ases’, ou ao da Meribérica-Líber, para mais um Astérix ou Lucky Luke.

Com o tempo os gostos foram-se refinando e não tardei a ficar viciado no Mercenário, do Vincent Segrelles, e n’O Vagabundo dos Limbos. Curiosamente, consegui apanhar ‘O Império dos Sóis Negros’ (de 1979!) numa barraquinha de alfarrabista há um ano. Uma das primeiras coisas que gosto de experienciar é aquele delicioso cheiro a livro velhinho, uma paixão que já partilhei com o Nikola, também ele grande apreciador de literatura.

Só falta fazer o petiz entender que tem de puxar os livros pelo meio da lombada, e não pelo topo, para não os estragar, mas vamos a uma coisa de cada vez…

Nuns anos de loucura e hormonas aos saltos ainda passei pela série marota ‘O Clic’, do Milo Manara, mas de longe que as idas mais simpáticas são as últimas seis, repletas de livros sobre os Ninjagos, contas e leitura, Minecraft, Coelho Vs. Macaco e afins.

Entretanto ando de olho na colecção As Águias de Roma, que tem super bom aspecto, mas uma espreitadela aqui e outra ali já me revelou que tenho de os comprar sem o herdeiro, porque, aparentemente, havia romances muito ardentes na Roma Antiga e o autor, Enrico Marini, não se poupou no detalhe gráfico.

Entretanto este papelinho, que me acompanha lá há perto de 50 anos, já não serve grande propósito, se não o de posar para a fotografia. 

Este ano não houve foto ao lado de uma obra do dono, mas estamos a trabalhar activamente para corrigir isso em 2027 ou, se correr tudo bem, já no próximo Natal.

Abrações grandes e já sabem quem contactar se quiserem levar umas aventuras tubarónicas (verdadeiras) nas férias de verão. 

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