Obrigado, C. M. de Almada
No passado dia 20 de setembro encerrei um ciclo bem simpático de três palestras na Biblioteca de Almada, que incluíram:
A Rã na Panela no dia 26-10-24, na qual me debrucei sobre alterações climáticas e o que todos podemos fazer para direcionar o planeta num rumo menos destrutivo. Espero que ninguém tenha saído da sala (ainda) a achar que “não há problema nenhum”, como tanto se lê nas redes sociais. Não escondo que fico com urticária quando leio esses disparates e não resisto a partilhar o raciocínio que já estou careca de avançar em variados artigos: até à Revolução Industrial, o carbono do nosso planeta estava largamente aprisionado no subsolo, na forma líquida (crude), gasosa (gás natural) ou sólida (carvão). Com a Revolução Industrial começámos a tirá-lo do chão e a lançá-lo na atmosfera, tarefa a que nos dedicamos 24/7 há 150 anos, actualmente com a ajuda de mais de um milhar e meio de milhões de veículos. Entretanto a concentração de dióxido de carbono ultrapassou o máximo histórico de 300 partes por milhão e já deixou o 400 para trás, caminhando rapidamente para o 500. Tudo isto nos últimos 50 ou 60 anos. Não deveria ser necessário acrescentar uma única linha a estes números, mas dir-se-ia que anda por aí muito cérebro que não tem grande capacidade de raciocínio…
Adiante.
No Dia Nacional do Mar, 16-11-24, foi a vez de conduzir uma interessante conversa com o fotógrafo subaquático Luís Quinta e o seu filho Martim, também ele a construir uma carreira de ilustração científica focada no mar e nas belezas que encerra.
O ciclo fechou-se no dia 20-09-25 com a palestra Biologia e Conservação de Tubarões, durante a qual abordei a tremenda diversidade destes animais, incluindo em águas portuguesas (!), contando com o apoio dos mais pequenitos para demonstrar alguns comportamentos mais curiosos.
Só me resta agradecer ao Departamento de Cultura da Câmara Municipal de Almada pelo convite, particularmente à Felisbela Brás pela hospitalidade sempre simpática e sorriso permanente nos lábios.
Entretanto, já sabem a que porta bater se quiserem ver algum destes três temas – ou outros – debatidos no vosso estaminé agora na quadra natalícia!





