Suecada agridoce
Pouco depois de regressar da sua viagem inaugural a Marrocos, a nossa ‘Estação Móvel’ embarcou numa jornada de quase 8.000 km que começou em Peniche, e depois levou-nos 1000 km até ao L’Oceanogràfic, onde foram carregados 4 Carcharhinus plumbeus lá nascidos.
Tubarões a bordo, era altura de rumar ao HagaOcean, mas, com mais de 3000 km pela frente, os nossos motoristas tiveram de fazer as paragens obrigatórias de 9 horas, por isso estacionámos no Planet Ocean, no Sea Life Oberhausen e no Den Bla Planet, onde desfrutámos da calorosa hospitalidade dos nossos amigos e clientes, enquanto utilizávamos os seus 380 Volts para manter o nosso sistema de suporte de vida e unidade de refrigeração a bombar.
Os tubarões foram carregados na manhã de 4ª feira, 25 de junho, e chegaram a Estocolmo 74 horas depois em perfeitas condições. Após uma espera de 8 horas pelo encerramento das instalações ao público, e quase 2 horas de aclimatação, os tubarões foram transferidos para a sua nova casa, mas algo não correu exactamente como esperado.
Não há nada mais horrível do que chegar com animais saudáveis e ver tudo correr mal à chegada e foi isso, infelizmente, que aconteceu. Continuamos a estudar o assunto intensamente, a tentar perceber o que se passou, mas podemos adiantar que nem todos os 4 tubarões sobreviveram à introdução no seu novo lar sueco.
Numa nota mais feliz, esquecemo-nos de mencionar que na 2ª feira, 23, também carregámos um peixe-lua num dos tanques, que aguentou toda a viagem e foi entregue aos nossos amigos do Aquário Nordsoen na tarde de domingo, dia 29, 140 horas (!) após ter entrado no camião.
Foi um voo agridoce de volta a casa para parte da equipa, e uma viagem MUITO longa de regresso para o nosso colega Gabriel, que conduziu a carrinha A4 de volta até Peniche, registando assim 8000 quilómetros em menos de uma semana.
Adoraríamos poder dizer que todos os animais sobreviveram, como o Mola mola e um grande grupo de peixes oferta que transportámos até Copenhaga, também carregados 4 dias antes da chegada mas, infelizmente, a Força não esteve totalmente connosco desta vez.
F#ck.
Ainda assim, a nossa ‘Estação Móvel’ manteve a qualidade da água em níveis absolutamente imaculados, tal como já tinha feito em Marrocos. Apesar deste desfecho menos feliz, mal podemos esperar por levá-la novamente para a estrada e, obviamente, queremos voltar a agradecer aos nossos amigos das EEA Grants e da DGPM pelo financiamento generoso.
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